

O 1o. Encontro do nosso Sarau Astrológico, no último dia 05 de julho, inaugura as nossas discussões sobre Astrologia e auto-conhecimento, que sempre ocorrerá no primeiro sábado do mês, a partir das 18h30 aqui em Laranjeiras. O próximo Encontro será dia 02 de agosto e só poderemos aceitar dez inscrições por Encontro.
Maiores informações: virginiasalerno.salerno@gmail.com. Aguardamos vocês!!!
A iniciativa de controlar o uso de verbas públicas em projetos com a participação social, está muito além das boas intenções dos políticos, gestores e técnicos da atualidade. O uso de metodologias de caráter participativo, que foram elaboradas inicialmente nos países situados no hemisfério norte, na verdade, é que capacita e direciona essas boas intenções com eficiência e solidariedade.
Este trabalho, então, tem como objetivo apresentar uma metodologia ou sistema com este caráter, que foi desenvolvida para a capacitação de gestores socialmente responsáveis denominada de transprojetação (Soares, 2003), que utiliza em um dos seus passos o mapa astrológico .
Na maioria das vezes, a atividade de gestão é complexa, principalmente na ordem da gestão pública. Diferentes visões de mundo estão envolvidas quando enfrentamos as fases de elaboração e execução de projetos, os problemas que devem ser sanados normalmente são mal estruturados ou incompletos. Exatamente por isso, temos que, no processo de tomada de decisão contar com diversos tipos de conhecimentos envolvidos, tais como: os conhecimentos tácitos (que não estão sistematizados) dos profissionais da organização; o conhecimento dos especialistas, consultores e auditores; e o conhecimento popular da comunidade. Além do autoconhecimento de todos que estejam envolvidos na tomada de decisão, a partir e, fundamentalmente, da análise dos seus mapas astrológicos.
O ponto de apoio que visa desenvolver este espírito participativo e de solidariedade está na democratização do conhecimento. Expressão usada por Edgar Morin, (...) à democracia do conhecimento está relacionada à construção do conhecimento e a participação de toda e qualquer pessoa no acontecimento. Por isso o conhecimento do conhecimento não poderia mais constituir um domínio para pensadores privilegiados, como uma "verdadeira" competência de peritos e um luxo especulativo para filósofos: é uma tarefa histórica para cada qual e para todos" (Morin 1996 : 28).
A transprojetação que cumpre o espaço da "(...) epistemologia complexa deveria descer, senão às ruas, pelo menos às cabeças, mas isso exige sem dúvida uma revolução dentro das cabeças", afirma Morin (1996).
Mas esta democratização como discurso não basta para as finalidades de avaliação e controle que almejamos. Ela deverá vir acompanhada da sistematização das nossas idéias com metodologias e sistemas sustentáveis apropriados, que disseminem a real coerência entre os nossos pensamentos, palavras e ações . Ou seja, fazer cumprir aquilo que pensamos e falamos (descrevemos e modelamos) significa pressupor autoconhecimento de todos os envolvidos para que, em seguida, todas as obras sejam realizadas com ética e compromisso social.
Boa tarde Virgínia, sou Camila repórter do Jornal Na Prática e estou escrevendo uma matéria sobre o I Encontro Nacional de Astrologia, promovido pela UnB. Darei um enfoque maior sobre o assunto que você irá tratar, por isso seguem algumas perguntas. O quanto mais rápido as respostas me ajudaria muito.
Na verdade, esta é uma resposta muito geral. Mas imagino que você esteja querendo saber sobre o uso do mapa astrológico na gestão participativa. No artigo que escrevi defendo o uso do mapa astrológico, como ferramenta de auto-reflexão, para os gestores que tomam decisões nas organizações. Normalmente o gestor não procura conhecer a organização como um todo, quiça se auto-conhecer. Por isso defendo esta postura. Para que as decisões dos gestores não transformem as organizações ou instituições em monstrengos, frutos de seu desconhecimento como pessoas que são. O mapa astrológico é uma ferramenta fundamentalmente simbólica, diferentemente das ferramentas apenas quantitativas, normalmente utilizadas nas organizações, como uma calculadora, por exemplo, necessária, mas não suficiente. A minha linha de pesquisa consiste em utilizar diversas ferramentas para resolução de problemas complexos, e o mapa astrológico é uma delas. Já li mais de 600 mapas astrológicos, como profissional da astrologia, e sei empiricamente que ele é um instrumento poderoso de auto-conhecimento.
Foram muitos anos de estudos teóricos e práticos como a leitura de mapas astrológicos.
No que se refere a metodologia que aperfeiçoei. Ela é fruto de dez anos de estudos oriundos do meu mestrado e doutorado.
No mestrado apliquei a metodologia original ssm (soft systems methodology) em uma empresa (nesse caso, sem o uso explícito do mapa astrológico). No doutorado, inclui o mapa astrológico na metodologia que aperfeiçoei chamada transprojetação, com a consideração do mundo simbólico, conforme pode ser visto no desenho da metodologia. No entanto, não pude manter a ferramenta do mapa astrológico, na última versão da minha tese de doutorado.
Muito importante, já que se refere a inclusão da astrologia em estudos ditos científicos, da nossa ciência normal.pela primeira vez no brasil isto é abordado, ou seja, provas estatísticas ou "científicas" para o uso sistemático do mapa astrológico. É um encontro de muita coragem. Já que esta prática sofre ainda de muito preconceito em nossa sociedade. O prof. Francisco seabra está de parabéns.
Desde os meus quinze anos de idade, como auto-didata, com livros antigos de meu pai. Ou seja, há 28 anos.
Como disse acima. Os resultados são mais do que satisfatórios. Tenho certeza que o conhecimento astrológico é de fundamental importância para as pessoas e o mundo. Infelizmente, não pude relatar os meus estudos de caso, já que escrevi uma dissertação e uma tese junto a ciência normal, por isso me faltou tempo de sistematizar as minhas leituras de mapas astrológicos. Para tanto, eu teria que ter uma linha de pesquisa própria, com recursos financeiros para este tema específico. Creio que a unb esteja criando este tipo de linha de pesquisa. Parabéns, mais uma vez para esta instituição, por ter saído na frente das outras instituições públicas. Aliás é da tradição da unb, ser de vanguarda.
Na verdade, esta pergunta você teria que fazer ao prof. Francisco seabra. Já que ele é professor da matéria.
Eu apenas dei aula, durante dois anos, na disciplina metodologia da pesquisa em curso superior de administração. Abordando de leve o assunto, já que precisava cumprir minimamente o currículo da ciência normal. Ousei bastante, mas não a ponto de falar de uma técnica tão profunda, quanto o mapa astrológico.
Também não tenho como responder esta pergunta. Não sou professora de asrtrologia. Sou mais prática, neste caso, dei algumas palestras, mas não em universidades.
Ai sim. Todas as pessoas que seconsultaram comigo, na época que lia mapa astrológico, gostavam muito e voltavam sempre. Seguramente, cerca de 90% das pessoas gostavam do que eu apontava e dizia. Mas como disse, não tenho isto documentado. Isto inviabiliza o resultado da minha resposta.
Sou arquiteta e urbanista. Mestre em engenharia de transportes e doutora em engenharia de produção pela coppe/ufrj. Hoje trabalho com política. Sou assessora técnica de um senador da república. Mas não faço uso sistemático do mapa astrológico.
Ainda não. Mas terei agora, nos anais deste primeiro encontro da UNB.
Muitos, muitos... De todos os tipos. E de muitas pessoas. Inclusive do meu chefe e do meu orientador de doutorado. A minha orientadora de mestrado, não, ela gostava do assunto. Inclusive é uma pessoa estudiosa da grafologia. Outra ferramenta simbólica muito importante para as organizações.
Faça urgentemente o seu mapa astrológico. Ele direcionará você para um futuro virtuoso.
Só poderemos saber se gostamos de alguma coisa, se nos conhecermos essencialmente. E só poderemos fazer bem feito e com prazer aquilo que temos certeza que gostamos.
Nasci e cresci ouvindo sobre a importância da astrologia.
Meu pai começou a se interessar sobre o assunto, durante a segunda-guerra. Ele havia lido uma previsão de um astrólogo sobre um atentado a hitler. E não foi que isto aconteceu???!!! No entanto, o ditador não estava no local. O que era de se esperar. Ele naturalmente tinha um astrólogo de plantão.
Nessa época, meu pai comprou alguns livros por correspondência. Até onde eu sei, não se vendia nada sobre o assunto, nas livrarias do rio de janeiro.
Obrigada pela atenção, Virgínia.
Caso tenha mais informações que julgue importante pode mandar.
Tenha um bom dia!